quarta-feira, 13 de março de 2013

O RS em Luto Pela Morte da Secretária de Políticas Para as Mulheres

Governador Tarso Genro decreta luto de três dias pela morte da secretária Márcia Santana.

O governador Tarso Genro decretou luto de três dias em decorrência da morte da secretária estadual de Políticas para as Mulheres (SPM), Márcia Santana, na madrugada desta quarta-feira (13). A titular da pasta tinha 35 anos e era natural de Porto Alegre. O corpo será velado a partir das 10h30, no Salão Negrinho do Pastoreio, do Palácio Piratini, e o enterro está marcado para as 17h30, no Jardim da Paz, na Capital.
"É preciso falar das memórias e das ancestralidades das mulheres no museu"
(Márcia Santana)

"A perda da secretária Márcia Santana entristeceu nosso Governo. A sua atuação sempre foi muito vívida e marcante, há uma comoção imensurável em nossa equipe. A morte da secretária Márcia Santana é uma perda incalculável para o Estado. Faremos o possível para dar seguimento ao trabalho iniciado por ela, para que esse legado seja sempre lembrado", lamentou o governador.
O chefe do Executivo estava em Brasília, onde participaria do encontro de governadores. Ele antecipou seu retorno para as 10h ao saber da notícia, e virá acompanhado das ministras da Secretaria de Direitos Humanos da Presidência da República, Maria do Rosário, e da Secretaria Especial de Promoção da Igualdade Racial (Sepir), Luiza Bairros.
A última conquista de Márcia e a equipe da SPM para o Estado foi o Selo Pró-Equidade de Gênero e Raça. O selo é um reconhecimento às organizações públicas e privadas promotoras de equidade de gênero e raça/etnia no mundo do trabalho e é desenvolvido pela SPM Nacional, a ONU Mulheres e a OIT Brasil. O Rio Grande do Sul é o primeiro a receber esta certificação.
O laudo oficial da morte ainda não foi divulgado. Márcia Santana deixa o marido Claudiomiro Ambrózio, e os pais Adegar e Maria de Fátima.

Carreira
Ligada ao movimento feminista, Márcia Santana era assistente social e foi chefe de gabinete da então deputada Maria do Rosário. Foi diretora da Fundação de Proteção Especial do Estado, presidente da Associação de mulheres Viamonenses Mariá, sócia-fundadora do movimento pelo fim da exploração sexual de crianças e adolescentes do RS, secretária executiva da rede nacional de frentes parlamentares em defesa da infância no Brasil e assessora técnica da comissão parlamentar do Congresso Nacional - que investigou redes de exploração sexual de mulheres, crianças e adolescentes.

Texto: Daiane Roldão
Foto: Alina Souza/Palácio Piratini
Edição: Redação Secom

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